CCJ do Senado marca data para ouvir Glenn Greenwald
07/07/19 as 09:59 pm
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O jornalista Glenn Greenwald vai comparecer na próxima quinta-feira, 11, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para esclarecer os diálogos revelados pelo site The Intercept Brasil, do qual é editor, entre o então juiz federal Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol no âmbito da Operação Lava Jato. O convite foi feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição na Casa.

Reportagem de VEJA em parceria com o The Intercept Brasil mostra que Moro orientava ilegalmente ações da força-tarefa chefiada por Dallagnol. No mais completo mergulho já feito nesse conteúdo, foram analisadas pela 649.551 mensagens. Fora dos autos (e dentro do Telegram), o atual ministro pediu à acusação que incluísse provas nos processos que chegariam depois às suas mãos, mandou acelerar ou retardar operações e fez pressão para que determinadas delações não andassem.

Esta não será a primeira vez que Glenn Greenwald será ouvido por parlamentares. No último dia 25, o jornalista compareceu à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para falar sobre as mensagens. Na ocasião, ele afirmou que “em qualquer país democrático” Moro sofreria consequências graves, como perda do cargo de ministro ou proibição para exercer a função pública.

Aos deputados presentes, Greenwald disse ainda que Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, não negou, em nenhum momento, a veracidade das mensagens reveladas pelo The Intercept Brasil. “Ele disse apenas que o material poderia ter sido alterado”, afirmou.

As mensagens foram obtidas, segundo o site, a partir de uma fonte anônima — além de negarem qualquer irregularidade nos diálogos, Moro e Dallagnol dizem que o vazamento é fruto de uma ação hacker e que não é possível confirmar a autenticidade do material. Na audiência na Câmara, Greenwald disse que “não tem importância nenhuma” o método utilizado por uma fonte para obter uma informação. “O jornalismo mais importante nas ultimas décadas foi baseado em informações e documentos muitas vezes roubados”, afirmou.

Fonte: msn.com/pt-br/noticias


 

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